Neemias 5: Uma comunidade do Reino

Neemias 5 – Uma comunidade do Reino 

Contexto: 

Vimos em Neemias 1 o exemplo de um líder que se compadece, e se coloca diante de Deus em oração pelo seu povo. No capítulo 2 temos sua intrepidez diante do rei e seu planejamento para a reconstrução da cidade. 

No capítulo 3 vimos a execução do planejamento com sucesso. 

No capítulo 4 vimos que apesar do cumprimento do objetivo isso não se deu sem que houvesse problemas. Perseguição, desânimo, medo. 

5.1 – 6: Escassez e problemas sociais

Em Neemias 5, novos problemas aparecem. Não podemos ser ingênuos e acreditar que a obra de Deus se desenvolverá sem desafios, pelo contrário devemos estar prontos para enfrentá-los. Foi exatamente isso que Neemias fez.

O contexto social de Jerusalém estava em ruínas. O povo, em sua maioria não tinha o suficiente para viver dignamente, ou seja os resquícios do cativeiro eram evidentes na economia.

Havia pelo menos quatro motivos para os problemas econômicos existentes:

(1)    Judá se encontrava comercialmente isolada dos povos vizinhos.

(2)    ) trabalho de reconstrução dos muros resultou numa queda na produção de cereais, uma vez que os agricultores estavam em Jerusalém (4.22).

(3)    Fatores climáticos contribuíram para a escassez de alimentos (v. 3).

(4)    Os administradores anteriores haviam explorado o povo (v. 15).

Em decorrência disso:

·         algumas pessoas não tinham dinheiro para comprar cereais (v. 2);

·         algumas precisaram hipotecar suas propriedades para comprar alimentos (v. 3);

·         e outras tiveram que tomar dinheiro emprestado para pagar os impostos devidos ao rei persa (v. 4).

A especulação financeira, possivelmente acompanhada de juros excessivos, tornou a situação insuportável. Quando alguns dos devedores não conseguiam pagar suas dívidas, seus filhos eram tomados como escravos (v. 5). A estrutura econômica e social estava à beira de um colapso.

A situação deles não era nada fácil e logo começaram a clamar e até as suas mulheres – vs 1 – começaram a clamar contra os judeus, seus irmãos. Havia uma crise instalada denotando um grande problema dentro da comunidade, e não fora.

Havia um grupo – vs 2 – , provavelmente constituído de pessoas que não tinham terras, que por causa do seu trabalho não remunerado para reconstruir o muro, não tinham dinheiro suficiente para comprar alimentos para suas famílias numerosas. Eles pediam apenas o trigo suficiente para não morrerem de fome nem eles nem seus familiares.

Havia ainda outro grupo – vs 3 -, constituído de donos de terras cujos campos haviam sido provavelmente negligenciados, por causa, entre outros motivos, do trabalho deles no muro. Em decorrência disso, se voltavam para outros para comprar cereais, mas não tinham dinheiro para pagar por eles. Em resultado, haviam hipotecado suas propriedades para comprar o trigo necessário.

O que Neemias enfrentava ali como líder não era nada fácil. Até os inimigos do lado de fora eram muito mais fáceis de serem enfrentados do que a crise interna econômica que se alargava ainda mais.

Havia ainda outros grupo constituído de proprietários de terras que, por falta de renda, não tinham como pagar os impostos devidos ao rei persa. Para solucionarem o problema tomaram dinheiro emprestado para pagar os tributos.

O resultado de tudo isso para esses três grupos era a escravidão. De acordo com Lv 25:39-43, um homem que ficava pobre podia vender a si mesmo, juntamente com a sua família, para um outro israelita a fim de recuperar a sua estabilidade financeira. Devia ser tratado como um trabalhador contratado, e não como escravo.

Ao que parece, no tempo de Neemias estavam acontecendo duas coisas erradas (Ex 22:25-27; Lv 25:36; Dt 23:20):

(1)    Somente os filhos estavam sendo vendidos, o que resultava na desintegração das famílias.

(2)    Os filhos estavam sendo tratados como escravos, e não como trabalhadores contratados.

No meio disso tudo, haviam alguns judeus com melhor condição econômica, que estavam emprestando dinheiro aos seus compatriotas, com altos juros. Quando eles não podiam pagar pegavam seus filhos e filhas e vendiam como escravos.

Aplicação: 

  1. Oprimir outros para levar vantagem (diaristas, vendedores, etc). 
  2. Perceber o mal e não se compadecer, se calar, ser egoísta. Há muito mal no mundo e somos chamados a vencer o mal com o bem. 

Lucrando enquanto outros sofrem. 

Ilustração: A lista de Schindler. 

O filme começa em 1939 com os alemães iniciando a relocação dos judeus poloneses para o Gueto de Cracóvia, pouco tempo depois do início da Segunda Guerra Mundial. Enquanto isso, Oskar Schindler, um empresário alemão de Morávia, chega na cidade com a esperança de fazer uma fortuna lucrando com a guerra. Schindler, um membro do Partido Nazista, prodigaliza subornos para oficiais da Wehrmacht e da SS em troca de contratos. Patrocinado pelos militares, ele adquire uma fábrica para produzir panelas para o exército. Sem saber muito como comandar a empresa, ele ganha a colaboração de Itzhak Stern, um oficial da Judenrat (Conselho Judeu) de Cracóvia que possui contatos com a comunidade empresária de judeus e os mercadores negros dentro do Gueto. Os empresários judeus emprestam o dinheiro à Schindler para a fábrica em troca de uma pequena parte dos produtos produzidos. Ao abrir a fábrica, Schindler agrada os nazistas, aproveita sua nova fortuna e sua posição como “Herr Direktor”, enquanto Stern cuida de toda a administração. Schindler contrata judeus poloneses ao invés de poloneses católicos por serem mais baratos (os próprios trabalhadores não recebem nada; os salários são pagos a SS). Os trabalhadores da fábrica recebem permissão para sair do Gueto, e Stern falsifica documentos para garantir que o maior número de pessoas sejam consideradas “essenciais” para o esforço de guerra da Alemanha Nazista, que os salva de serem transportados para campos de concentração, ou de serem mortos.

5.7 – 13: A indignação de Neemias

Neemias ficou a par de tudo o que acontecia e muito se aborreceu – vs 6 – com os fatos, pelo que repreendeu severamente os nobres e tomou uma medida ousada. Ele os chamou de usurários.

Finalmente no verso 10, Neemias sugere e todos acatam, que fossem literalmente perdoados todos empréstimos.

No verso 11 a restituição teria de acontecer:

·         Sobre as suas terras.

·         Sobre as suas vinhas.

·         Sobre os seus olivais

·         Sobre as suas casas.

E, ainda mais sobre o centésimo:

·         Do dinheiro.

·         Do trigo,

·         Do vinho

·         Do azeite.

A tríade trigo-vinho-azeite aparece sempre nessa ordem, refletindo o ciclo de produção agrícola: a colheita do trigo, depois das uvas (vinho) e, por fim, das azeitonas (azeite).

Pelo que aprendemos em Neemias toda restituição ocorre em decorrência de primeiro liberarmos das prisões aqueles que aprisionamos em nossas usuras querendo obter deles juros impróprios e condenados pela Lei.

A crise era séria e envolvia todos os projetos e a fome e a injustiça se espalhava por sobre a nação. Se não fosse a ação rápida, precisa e tempestiva desse líder que também teve de dar o exemplo perdoando as dívidas daqueles que ele aprisionou em sua usura, Judá não teria tido êxito em seus empreendimentos.

  1. Ele precisa conhecer a Palavra – A Lei era clara quanto à usura contra os irmãos 
  2. Ele precisa temer a Deus e não a homens – ele não está apegado a um cargo. Ele prega a verdade e corrige a quem precisa. Amar a Deus acima de todas as coisas. 
  3. Pensar no bem do povo e não daqueles que podem lhe fazer bem ou no próprio bem. Ao fazer isso Neemias também perderá (vs. 10 – demos de mão – emprestamos sem querer de volta). 
  4. Foco nas pessoas e não nas coisas. Havia um trabalho a ser feito, um muro a ser construído. Mas ele pára para os fracos. (Jesus, Jairo e a mulher enferma). 

O Cuidado com os pobres. 

Por que queremos restaurar a cidade? Para agir como a Babilônia? Por que queremos o crescimento da igreja? 

Lv 19.9,10 

Quando também segares a messe da tua terra, o canto do teu campo não segarás totalmente, nem as espigas caídas colherás da tua messe. 

Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. 

 Lv 19.13

Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã.             

 Dt 15.7-11

Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas cidades, na tua terra que o SENHOR, teu Deus, te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás as mãos a teu irmão pobre;

antes, lhe abrirás de todo a mão e lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua necessidade. 

Guarda-te não haja pensamento vil no teu coração, nem digas: Está próximo o sétimo ano, o ano da remissão, de sorte que os teus olhos sejam malignos para com teu irmão pobre, e não lhe dês nada, e ele clame contra ti ao SENHOR, e haja em ti pecado. 

Livremente, lhe darás, e não seja maligno o teu coração, quando lho deres; pois, por isso, te abençoará o SENHOR, teu Deus, em toda a tua obra e em tudo o que empreenderes.

Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra. 

 Sl 41.1 

Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal. 

 Pv 14.31

O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado. 

 Pv 19.17

Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício.             

 Pv 28.27 

O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições. 

 Is 1.17

Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas. 

É tão fácil utilizar esses textos para condenar os outros. Utilizar o Evangelho para reinvindicar direitos. Mas a verdadeira perspectiva é de que seremos sempre o rico de alguém. Vemos ordinariamente o contrário. Sou pobre em relação aos outros mais ricos que eu. Então me torno invejoso. 

– Sejam santos porque eu sou santo. Lv 19.1-2 (patamar de Deus).

 DEUS É SANTO

 Análise do Cap. 19 do Livro de Levítico 

 – amar ao próximo

 – restaurar o relacionamento com Deus

 – com o próximo (não apenas iguais, mas o estrangeiro também)

 – com a terra 

 – nas relações de trabalho.

 Deus se preocupa com os pobres, viúva, estrangeiro, verdade, oprimidos, questões étnicas, desastres, vitimas de guerra, com os que morrem sem Cristo, com a cura das nações… 

 Nós devemos também nos preocupar. 

Então, o que Deus espera de nós como seu povo? 

 Uma comunidade com os valores do reino.

 Atos 4.32-35

 Rico para com Deus: hospitalidade. Ricos que abriam suas casas para ser uma igreja (Filemon). 

 Comunidade de bens (At 2.42-47 e 4.32-35). Entre os 12, eles não tinham um lugar. A bolsa era compartilhada. Uma casa servia para muitos. 

 Sejamos uma comunidade com os valores do reino. 

No Hebraico a palavra servir é a mesma que adorar/louvar a Deus. 

 O QUE SIGNIFICA ADORAR/SERVIR A DEUS?

 – Cantar louvores / – Órfão,viúva, pobre, estrangeiro

 – Jejuar / – Campos de refugiados

 – Meditar na palavra / – HIV

 – Evangelizar / Cuidado da criação

 – Orar / Cristãos perseguidos

 – Arrepender-se / – Perdão das dívidas

 – Plantar novas igrejas /Cura para as nações (preocupar-se com o ser humano como um todo)

Ilustração: INDIA

 Dalit – casta mais baixa da India. 350 milhões. Intocáveis. 

 Pedido Dalit aos cristãos:

 Liberte nossos filhos (sentem atrás na escola, meninas de 15 anos se deitam com 24 homens para ganhar 1 dolar).

 Liberte nossas mulheres (intocáveis durante o dia, e a noite todos tocam).

 Seja nossa voz.

 Apenas pregar na Índia não fará diferença. Mostrar atitude.

 Tocando os intocáveis.

 Os pequeninos de Cristo. O caráter de Cristo. Mostre suas obras. Alimentou o próprio Jesus através de gente como os dalits.   

No verso 12, Neemias faz uma renovação das estipulações da aliança mosaica referentes ao empréstimo de dinheiro e à escravidão decorrente de dívidas.

Com frequência, a renovação da aliança – vs 13 – envolvia uma dramatização das maldições que recairiam sobre aqueles que não cumprissem o juramento (Gn 15:9-19; Jr 34:8-22).

5.14 – 19: Neemias, exemplo a ser seguido

O capítulo encerra com as palavras de Neemias descrevendo seu procedimento como homem, cidadão e líder. Em sua oração percebemos o seu amor por Deus e por seu povo: “Lembra-te de mim, ó meu Deus, levando em conta tudo o que fiz por este povo”.

O povo se sujeitou ao juramento – vs 13 – e o que havia sido prometido foi colocado em ação. Neemias foi usado por Deus para evitar um outro ataque ao projeto de construção.

De 445 a 433 a.C. abrange um período de doze anos que compreende o primeiro mandato de Neemias como governador. Depois disso, ele foi chamado de volta à corte persa (13:6-7). Posteriormente, Neemias voltou a Jerusalém para um segundo mandato de duração desconhecida.

Como governador, Neemias tinha o direito de cobrar impostos para o seu sustento, no entanto, ele abriu mão desse direito em benefício do povo (vs. 18; I Co 9:4,12; II Ts 3:8-9), por causa que a sua servidão era muito grande – vs 18.

Os governadores em questão devem ser os antecessores mais imediatos de Neemias cujas políticas contribuíram para os problemas econômicos da época (5:1-19). Neemias se justifica dizendo que ele mesmo estaria fora disso por causa de seu temor a Deus – vs 15, final do versículo.

Fica claro no texto e em toda a narrativa desse livro que a razão de Neemias ser governador era, temendo a Deus, servir o povo de Deus. Ele não estava ali para se beneficiar pessoalmente. Quando ele falou ao rei no início (2:5), a sua intenção era pelas coisas de Deus, o que incluía tudo de Judá – o povo, o templo, a centralidade do culto, a cidade.

LEVANTADOS POR DEUS PARA SERVIR. 

Conclusão: 

O Tenente Amon Göth da SS chega em Cracóvia para supervisionar a construção do novo campo de concentração de Płaszów. Com o campo completo, ele ordena a liquidação final do gueto e a Operação Reinhard em Cracóvia começa, com tropas esvaziando os apartamentos e matando arbitrariamente qualquer um que proteste ou não coopere. Schindler, assistindo ao massacre de um morro, é profundamente afetado. Mesmo assim ele é cuidadoso para ficar amigo de Göth e, através da atenção de Stern para subornos, Schindler continua a ter apoio e proteção da SS. Durante esse período, Schindler suborna Göth para que ele possa construir seu próprio sub-campo para seus trabalhadores, para sua fábrica continuar funcionando e para proteger os judeus de serem randomicamente executados. Enquanto o tempo passa, Schindler age conforme as informações dadas por Stern e tenta salvar o maior número possível de vidas. Enquanto os rumos da guerra mudam, Göth recebe ordens de Berlim para exumar e queimar os restos de todos os judeus mortos no Gueto de Cracóvia, desmantelar Płaszów e enviar os judeus restantes—incluindo os trabalhadores de Schindler—para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Em um primeiro momento, Schindler se prepara para deixar Cracóvia com sua fortuna. Ele não consegue fazer isso, todavia, e prevalece sobre Göth para permitir que ele mantenha seus trabalhadores para levá-los a uma fábrica em Zwittau-Brinnlitz, sua cidade natal, longe da Solução Final, em funcionamento na Polônia ocupada. Göth eventualmente consente, porém cobra grandes subornos para cada trabalhador. Schindler e Stern fazem uma lista de trabalhadores que serão mantidos longe dos trens para Auschwitz.

“A Lista de Schindler” compreende esses judeus “especializados”, e para muitos no campo de Płaszów, ser incluído na lista significa a diferença entre a vida e a morte. Quase todos os membros de sua lista chegam em segurança a Brinnlitz. O trem que levava as mulheres judias acidentalmente é redirecionado para Auschiwitz. Ao saber disso, Schindler vai imediatamente para o campo. Com a intenção de resgatar as mulheres, ele suborna o comandante do campo, Rudolf Höß, com diamantes. Com o problema resolvido, as mulheres finalmente chegam em Brinnlitz. Schindler institui um controle firme nos oficiais da SS enviados para a fábrica, os proibindo de entrar nas áreas de produção. Para manter seus trabalhadores vivos, ele gasta sua fortuna subornando oficiais nazistas e comprando produtos de outras companhias, significando que ele nunca produziu cartuchos de artilharia funcionais durante sete meses. Seu dinheiro acaba quase ao mesmo tempo que o exército alemão (Wehrmacht) se rende, encerrando a guerra.

Como um membro do Partido Nazista e alguém que lucrou com a guerra, em 1945, Schindler deve fugir do Exército Vermelho. Ele arruma suas coisas em um carro e se despede de seus trabalhadores. Antes de ir embora, seus trabalhadores lhe entregam uma carta explicando que ele não é um criminoso, junto com um anel com uma citação do Talmude, “Aquele que salva uma vida salva o mundo inteiro”. Schindler fica tocado mas profundamente envergonhado, achando que poderia ter feito mais para salvar mais vidas, como vender seu carro e seu broche nazista para salvar outras pessoas. Chorando, ele deixa a fábrica com sua esposa durante a noite.

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