Neemias 6-7: Intrigas, Insinuações e Intimidação

Neemias 6-7

Introdução: 

Imagine um governador. Depois que ele assumiu a cidade melhorou, iniciou algumas obras, reduziu impostos, procurou o bem de algumas pessoas. Contudo, surgem alguns que começam a acusa-lo de corrupção, lavagem de dinheiro e que está no poder para ganho próprio. As acusações são constantes, publicadas em todas as redes sociais. Ele aparece publicamente e nega todas acusações. O que houve? Alguns corruptos querem destruir sua reputação, pois estão perdendo espaço, e tentaram se aproximar dele sem sucesso. Agora, tentam intimida-lo, fazer insinuações a seu respeito para tentar destruí-lo. 

Contexto:

Quando os inimigos do povo de Deus percebem que suas estratégias para destruir a obra da reconstrução dos muros falharam, apesar de terem tentado de todas as formas, por meio de ameaças, palavras desanimadoras, zombaria, etc. Como não conseguiram, agora envidam todos os seus esforços contra o líder Neemias. 

Primeiro eles recorrem à intriga(6.1-4), depois à insinuações (6.5-9) e finalmente, à intimidação (6.10-14). Enquanto não humilharem Neemias eles não desistirão. 

1) INTRIGA 

Alguns cristãos pensam que se viverem de forma correta, de acordo com a Palavra do Senhor, ele os guardará de toda adversidade. Atribuem tribulações ao pecado. 

Se Neemias pensasse assim, ele pensaria que o conforto e a segurança de sua posição privilegiada na corte do Rei Artaxerxes era o mínimo que o Senhor poderia fazer para abençoa-lo. Porém, ele abriu mão desse conforto para fazer a obra do Senhor e enfrentou forte oposição. 

Diante do seu esforço, ele enfrentou intrigas. Ele resistiu ao esforço dos samaritanos em parar a obra do Senhor. Tendo sido rejeitados, os inimigos fizeram insinuações. Perguntam: “o que ele vai ganhar com isso? Algum lucro terá”. O altruísmo de Neemias torna-se assunto de interpretação preconceituosa. 

Difamação. Satanás faz isso com Jó. Jeremias foi difamado de querer ajudar os inimigos, os babilônios (Jr 37.13). Mesmo Cristo foi difamado de perverter a nação e despertar a insurreição do povo (Lc 23.2,5). 

A resposta? Negação Aberta e Oração. 

“Vem, encontremo-nos nas aldeias. Uma medida muito astuta e sua possibilidade é mortal. Eles dizem: vamos ser amigos. Tivemos nossas divergências no passado, mas agora que conseguiram reconstruir o muro, mesmo que fomos contrários, somos vizinhos e devemos viver em paz. Escolha uma das vilas da planície de Ono (situada em direção à Filístia, onde os asdoditas, aliados de Sambalá estão localizados. 

Tudo parece muito magnânimo. O encontro de paz sugere uma trégua, tudo que os judeus mais querem. Eles estão cansados, famintos, tudo que não querem é brigar. 

Porém, até que ponto confiar no inimigo quando ele está pedindo paz? 

Algo parecido aconteceu quando o Papa prometeu um salvo-conduto a John Huss, como também um tratamento justo, se ele apenas fosse ao Concílio de Constrança. Tais promessas não impediram que Huss fosse preso e queimado vivo. 

Neemias sabia que, sem liderança adequada em Jerusalém, o povo voltaria rapidamente aos velhos costumes. Neemias então se resguarda. Ele não se expõe. Os inimigos, se querem paz que venham até ele. Sua resposta: “Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer, por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?”

Se somos maltratados, devemos estar dispostos a perdoar e estar em paz, mas não precisamos ir resolver. Os inimigos não precisam deixar de ser inimigos. 

Discernimento e PRIORIDADES 

2) INSINUAÇÕES 

Neemias 6.6,7 

Carta aberta para ser lida em público. A acusação de traição, mesmo que infundada e provada mentirosa, mancha a integridade de Neemias. O cúmulo da indignidade. 

Um escândalo se alastra rapidamente. A calúnia pode ser totalmente falsa, mas é impossível à vítima da calúnia limpar completamente o nome em relação a todos que ouviram o que se disse. Assassinato de reputações. 

Neemias responde a isso negando abertamente: “De tudo o que dizes cousa nenhuma sucedeu, tu, do teu coração, é que o inventas”. Ele não se importa com o que pensam dele, mas o que Deus pensa dele. 

Neemias pode suportar a calúnia pois tem seus olhos em Deus. Durante todo o tempo, os líderes estiveram à procura de alguma falha em sua administração para que eles pudessem novamente firmar a autoridade que tinham antes de Neemias. 

Ao enfrentar essa nova oposição Neemias recorre à oração: “Agora pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos”. 

Negar abertamente aquilo que é falso e ORAR. 

3) INTIMIDAÇÃO 

Depois de intrigas e insinuações darem errado. Os inimigos iniciam a INTIMIDAÇÃO. 

Eles agora empreendem uma forma mais aberta de ataque. Neemias era um homem de princípios bíblicos. Sua vida era governada pela Palavra. Sua conduta era regulada por seus preceitos. Como Neemias era cercado por um ambiente pagão, ele precisava de uma conduta exemplar.

RESPOSTA TRÊS C`s 

CARÁTER, CONFIANÇA E CORAGEM. 

Enquanto todo o projeto chegava ao fim, Neemias fica sabendo que um sacerdote, de nome Semaías está ansioso por vê-lo. Ele diz: “vamos juntamente à casa de Deus, ao meio do templo, porque virão matar-te, aliás, de noite virão te matar”. A proposta de Semaías é de origem pagã. A área em volta dos templos da Antiguidade eram, com frequência o refúgio para os culpados de toda espécie de crimes. Dentro das portas do templo, todos estavam seguros. Mas o templo a que se refere Semaías não é um templo pagão. É o santuário do Senhor da Glória. 

Ele sugere o meio do templo, o local onde somente os sacerdotes poderiam entrar. O propósito é levar Neemias a uma situação comprometedora. Se ele ceder a esse gesto aparentemente amigo, seus inimigos mostrarão o medo que ele tem e usarão sua covardia para diminuir sua influência. 

Neemias, porém, não está cego por interesses próprios, nem intimidado por uma suposta autoridade profética. Ele teme somente ao Senhor e é guiado somente pela Palavra. 

Ele diz: “homem como eu fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo para que viva? De maneira nenhuma entrarei”. Ele teme ao Senhor somente. Muitos temem homens e desonram ao Senhor, por isso perecem. Quando tememos ao Senhor e não a homens, permanecemos para sempre. Ele confronta a profecia de Semaías com a Palavra e não o obedece. 

Deus não enviou Semaías. Era uma trama. Satanás usa até mesmo sacerdotes para tentar destruir a obra de Deus. 

Neemias é salvo não por quebrar a lei de Deus para fugir do assassinato mas por guardar a lei. Se fizesse o contrário teria perecido. 

Apesar de todas as oposições, o muro fica pronto em 52 dias. Tobias tem parentes em Jerusalém, e escrevia cartas para atemorizar a Neemias constantemente. Muitos em Judá eram ajuramentados a Tobias. (6.18,19). A obra se completa mesmo em face da oposição. Sempre haverá oposição, mas sempre haverá êxito. 

4) DEUS, DÁ-NOS HOMENS! 

Uma longa lista de nomes. Esses nomes tornam esse capítulo mais difícil do que o Cap. 3. Não há repetições neste que trazem alguns ensinos. Como então explicar? 

Quando olhamos o livro de cima, percebemos que os cap. 1-6 demonstram como Neemias atingiu seu objetivo, a edificação do muro. O capítulo 7 é de transição e relata os primeiros passos para a consolidação da obra. 

Esses passos para a consolidação são seguidos por um despertamento espiritual (Cap. 8-10), e depois que Deus prepara o coração do seu povo para o governo próprio (cap. 11). 

O cap. 7 se inicia com uma nova liderança estabelecida por Neemias à cidade. Depois, ele faz o censo do povo. Isso foi feito com o intuito de verificar a pureza do povo e do sacerdócio e em preparo para o repovoamento de Jerusalém (7.5-69). 

Finalmente Neemias garante o sustento certo daqueles que estão no serviço da casa do Senhor (7.70-73). 

Algumas pessoas são despedidas do sacerdócio (7.61-65). Estiveram oficiando no templo e trabalhando na edificação do muro, mas agora são considerados impuros e removidos do cargo. Eles não podem provar sua ascendência. 

Não é algo terrível? Eles estiveram servindo o tempo todo. Não é hora de união e não de divisão por diferenças legais? 

Neemias se preocupa com a Palavra e não com os interesses pessoais de alguns. Ele se preocupa com o bem-estar espiritual de todo o povo. O tratamento de acordo com a Palavra não gera rebelião em um povo santo, antes, se submeteram e reconheceram a desobediência de seus pais se unindo a gentios no passado. Um sacerdócio puro é essencial se o povo deseja manter um relacionamento correto com o Senhor. 

Por fim, levanta-se oferta para o sustento da casa do Senhor. Tudo isso contribui para que a obra continue. O cuidado para com os servos do Senhor. 

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